sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Poesia a Qualquer Hora (301) - Fernando Couto

Mar sem Minas Gerais

Vieram criticar
Que Minas não tem mar
Pro mineiro tanto faz 
Se Minas não tem mar 
O mar não tem Minas Gerais

Me disseram que quando o mar 
Fica agitado demais 
E aquele barulho que a onda faz

É o mar chorando
Implorando, pedindo 
Pra banhar Minas Gerais

Mar, não chores mais 
Só eu sei o quanto é triste, mar 
Ficar longe de Minas Gerais

Fernando Couto

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Independiente é o Campeão da Copa Sul-americana 2017

O Independiente conquistou seu segundo título da
 Copa Sul-americana ao empatar com o Flamengo, por 1x1.

<<< Tabela à partir das Quartas de Final >>>

Imagens da Vez: Telas de Alfred Kowalski






Alfred John Maximilian Wierusz-Kowalski nasceu na cidade
 polonesa de Suwalki, no dia 11 de outubro de 1849 e faleceu
 em Munique, na Alemanha, no dia 16 de fevereiro de 1915

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Frase para a Semana

“Que ingenuidade pedir a quem 
tem poder para mudar o poder.” 
Giordano Bruno
(Nola, Reino de Nápoles, 1548 - Roma, 
Campo de Fiori, 17 de fevereiro de 1600)
Foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano
 condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana com a 
acusação de heresia ao defender erros teológicos.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Links - # 257 >>>

Trilha Sonora (294) - Benito di Paula

Charlie Brown
Benito di Paula
Eh! Meu amigo Charlie
Eh! Meu amigo Charlie Brown, Charlie Brown
Se você quiser, vou lhe mostrar
A nossa São Paulo, terra da garoa
Se você quiser, vou lhe mostrar
Bahia de Caetano, nossa gente boa
Se você quiser, vou lhe mostrar
A lebre mais bonita do Imperial
Se você quiser, vou lhe mostrar
Meu Rio de Janeiro, nosso carnaval
Eh! Meu amigo Charlie
Eh! Meu amigo Charlie Brown, Charlie Brown
Se você quiser, vou lhe mostrar 
Vinícius de Moraes e o som de Jorge Ben
Se você quiser, vou lhe mostrar
Torcida do Flamengo, coisa igual não tem
Eh! Meu amigo Charlie
Eh! Meu amigo Charlie Brown, Charlie Brown
Se você quiser, vou lhe mostrar
Luiz Gonzaga, rei do meu baião
Se você quiser, vou lhe mostrar
Brasil de Ponta a ponta do meu coração

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O Diário de Anne Frank

O Diário de
Anne Frank

Autora: Annelies Marie Frank

Org.: Otto Frank e Miram Pressler

Tradução: Alves Calado

Editora: Record – 349 páginas
Edição Definitiva)

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seus diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.

Lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tronou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Agora, seis décadas após ter sido escrito, este relato finalmente é publicado na íntegra, com um caderno de fotos e o resgate de trechos que permaneciam inéditos. Uma nova edição que aprofunda e aumenta nossa compreensão da vida e da personalidade dessa menina que se transformou em um dos grandes símbolos da luta contra a opressão e a injustiça. E consagra O Diário de Anne Frank como um dos livros de maior importância do século XX. Uma obra que deve ser lida por todos, para evitar que atrocidades parecidas voltem a acontecer neste mundo. [contracapa do livro]

Este comovente diário escrito por Annelies Marie Frank, entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, traz à tona os relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Anne Frank, seus pais, sua irmã e mais quatro outros judeus, se refugiaram em um sótão de uma casa, durante a ocupação dos nazistas na Holanda. Anne escreve em seu diário sobre os momentos vividos neste esconderijo, chamado depois de “Anexo Secreto”, narra de forma singela os acontecimentos em torno da guerra, da rotina deste grupo confinado neste lugar; narra seus sonhos e suas preocupações, o cotidiano destas pessoas, suas desavenças e conflitos com sua mãe e a admiração e amizade com Peter van Daan. Um fascinante relato sobre a coragem e a fraqueza humana. 

Seu sonho era ser escritora, e com isso escreveu um dos trechos mais comoventes e emocionantes da história da humanidade. Com pouca experiência, tinha apenas 13 anos, quando se escondeu. Ela foi capaz de ser testemunha do ódio, da intolerância e do horror cometidos contra seu povo. Um verdadeiro documento histórico sobre as atrocidades nazistas na Segunda Guerra Mundial.

Anne em seu diário destinava seus escritos à amiga imaginária, chamada Kitty.

Em 4 de agosto de 1944, agentes da Gestapo descobriram os ocupantes, e todos forma levados para um campo de concentração. Em fevereiro de 1945, Anne Frank morreu de tifo, quando tinha 15 anos. 

Seu pai Otto Frank sobreviveu ao campo, e depois recebeu de Miep Gies, uma das funcionárias do escritório, o diário recolhido por ela. Em 1947, Otto resolveu publicar este diário. 

*
Excelente obra. Impressionante como Anne Frank evolui em seus escritos com o passar dos meses no esconderijo. 

Perturbador e vigoroso retrato de um período desonesto e injusto deste mundo. E Anne nunca perdeu sua fé e desacreditou de Deus.
Desenho baseado no "Diário de Anne Frank" - não encontra-se no livro

Trechos:
- “No amor e na guerra tudo é permitido.” – p. 25

- “Para mim as lembranças são mais importantes do que vestidos.” – p. 30

- “Ela, ao ver-me assim, já não saiu e começou a berrar, numa linguagem feia e vulgar como uma velha e gorda peixeira. Aquilo é que era um espetáculo divertido! Se eu soubesse desenhar, tinha-a eternizado naquela atitude; que modelozinho tão ridículo!
Uma coisa te vou dizer: se quiseres conhecer bem uma pessoa, tens de te zangar uma vez com ela. Só então é que podes julgá-la.” – p. 56

- "As crianças deste bairro andam com camisas finas e sapatos de madeira. Não têm casacos, nem capas, nem meias nem ninguém para ajuda-las. Mordendo uma cenoura para acalmar as dores da fome, saem de suas casas frias e andam pelas ruas até a salas de aula ainda mais frias. As coisas ficaram tão ruins na Holanda que hordas de crianças abordam os pedestres para implorar um pedaço de pão.” – p. 91

- "O Führer esteve falando com os soldados feridos. Nós ouvimos pelo rádio, e foi patético. As perguntasse as respostas eram do tipo: 

- Meu nome é Heinrich Scheppel.

- Onde foi ferido?

- Que tipo de ferimento é?

- Dois pés congelados e uma fratura no braço esquerdo.

Este é um relatório exato do abominável show de marionetes transmitido pelo rádio. Os feridos pareciam orgulhosos dos ferimentos – quanto mais, melhor. Um deles ficou tão empolgado com a ideia de apertar a mão (presumo que ele ainda tenha uma) do Führer que mal conseguiu dizer uma palavra." p. 101

- “As pessoas comuns não sabem o quanto os livros significam para alguém escondido. Nossas únicas diversões são ler, estudar e ouvir o rádio.” – p. 118

- “O espirito do homem é grande, e seus atos são tão mesquinhos.” – p. 159

- “No topo do mundo, ou nas profundezas do desespero.” – Goethe, citado na p. 163

- “Terminou o período de lágrimas e julgamentos contra mamãe. Estou mais crescidas e os nervos de mamãe estão mais tranquilos.” -p. 169

- “Entrar para a clandestinidade ou se esconder se tornou uma coisa tão rotineira quanto o cachimbo e os chinelos que antigamente esperavam os homens da casa depois de um longo dia de trabalho. Há muitos grupos de resistência como o Holanda Livre, que falsificam carteiras de identidade, dão apoio financeiro aos que estão escondidos, organizam esconderijos e arranjam trabalho para jovens cristãos que entram para a clandestinidade. É espantoso o que fazem estas pessoas generosas e desapegadas, arriscando a própria vida para ajudar a salvar os outros.“ – p. 188

- “Quando escrevo consigo afastar todas as preocupações. Minha tristeza desaparece, meu ânimo renasce! Mas – e esta é uma grande questão – será que conseguirei escrever algumas coisa grande, será que me tornarei jornalista ou escritora? Espero, ah, espero muito, porque escrever me permite registrar tudo, todos os meus pensamentos, meus ideais e minhas fantasias." – p. 260

- “Fizeram questão de lembrar que somos judeus acorrentados, acorrentados num lugar, sem qualquer direito, mas com mil deveres. Devemos colocar os sentimentos de lado; devemos ser corajosos e fortes, suportar o desconforto sem reclamar, fazer o máximo possível e confiar em Deus. Algum dia essa guerra terrível vai terminar. Chegará a hora que seremos gente de novo, e não somente judeus!” – p. 271

- “As coisas que uma garota precisa fazer durante um único dia! Tome meu exemplo. Primeiro traduzi do holandês para o inglês, um passagem da última batalha de Nelson. Depois li mais sobre a guerra do Norte (1700-1721), que envolveu Pedro o Grande, Carlos XII (...) Depois terminei no Brasil, onde li sobre o fumo da Bahia, a abundância de café, o milhão e meio de habitantes do Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo e sem esquecer o rio Amazonas. Depois sobre negros, mulatos, mestiços, brancos, a taxa de analfabetismo – mais de 50% -- e malária.” – p. 283

- “Qual é o sentido da guerra? Por que as pessoas não podem viver juntas em paz? Por que toda essa destruição? (...)

Por que se gastam milhões com a guerra a cada dia, enquanto não existe um centavo para a ciência médica, para os artistas e para os pobres? Por que as pessoas têm de passar fome quando montanhas de comida apodrecem em outras partes do mundo? Ah, por que as pessoas são tão malucas? (...) Há uma necessidade destrutiva nas pessoas, a necessidade de demonstrar fúria, de assassinar e matar." – p 290 e 291

- “A natureza é a única coisa para a qual não há substitutos." - p. 327

- “As mulheres, seres que sofrem e suportam a dor para garantir a continuação de toda a raça humana, seriam soldados muito mais corajosos do que todos aqueles heróis falastrões lutadores pela liberdade postos juntos.” – p. 328

-“Quem é religioso deve se alegrar, porque nem todo mundo é abençoado com a capacidade de acreditar numa ordem superior. Você não precisa viver no medo da punição eterna; os conceitos de purgatório, céu e inferno são difíceis para muita gente, mas a própria religião, qualquer uma, mantém a pessoa no caminho certo.” – p. 334

*
Anne Frank (1929-1945) nasceu em Frankfurt, Alemanha, no dia 12 de junho de 1929. Filha dos judeus, Otto Frank e de Edith Frank, em 1933 a família saiu da Alemanha, para fugir das leis de Hitler contra os judeus, e emigrou para a Holanda, onde seu pai se tornou diretor administrativo de uma empresa que fabricava produtos para fazer geleia.

Fica a Dica !

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

CBF divulga Ranking Nacional de Clubes 2018

A Diretoria de Competições da CBF atualizou, nesta 
segunda-feira (4/12), o Ranking Nacional dos Clubes (RNC) 2018.
 Palmeiras e Cruzeiro estão empatados na primeira colocação.

↱ Confira o Top 11:

Palmeiras (15.288),
Cruzeiro (15.288),
Grêmio (15.092), 
Santos (14.884), 
Atlético MG (14.312), 
Corinthians (14.076), 
Flamengo (12.796), 
Botafogo (11.958),
 Atlético PR (11.718),
 Internacional (11.368) e
São Paulo (11.098).

Como um Semáforo é Visto


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Frase para a Semana

"Eu não vivo para o que o 
mundo pensa de mim,
mas para o que eu 
penso de mim mesmo."
Jack London
(São Francisco, 12 de janeiro de 1876 - Califórnia, 22 de novembro de 1916)
Escritor, jornalista e ativista social norte-americano. Dentre as suas 
obras mais conhecidas, estão "O Grito da Selva", 
"Caninos Brancos" e  "O Lobo do Mar".

domingo, 3 de dezembro de 2017

Números Finais do Campeonato Brasileiro 2017

O Corinthians foi o campeão brasileiro de 2017. Conquistou seu 
Sétimo título na competição. O Palmeiras ficou com o vice campeonato. 
Caíram para a Segunda Divisão 2018: Coritiba, Avaí, Ponte Preta e Atlético-GO.
 
 
 
 
 

sábado, 2 de dezembro de 2017

Silviano Santiago e Magda Soares ganham o Prêmio Jabuti 2017



O escritor Silviano Santiago foi o principal ganhador do 59º Prêmio Jabuti. Seu romance "Machado" (Companhia das Letras) foi escolhido livro do ano de ficção na disputa promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O anúncio aconteceu na noite da última quinta-feira (30/11), no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O livro do ano não ficção foi "Alfabetização: A questão dos métodos" (Editora Contexto). Os vencedores levam R$ 35 mil.

Além disso, na cerimônia de entrega subiram ao palco os ganhadores das 29 categorias da disputa (clique aqui para ver a lista completa dos ganhadores do Prêmio Jabuti 2017). Eles também levam R$ 3,5 mil. Foi a partir dessa lista que foram apontados os livros do ano.

Os nomes dos três primeiros de cada categoria haviam sido anunciados em no fim de outubro. Os segundos e terceiros colocados levam o troféu.

Na cerimônia de entrega, a escritora Ruth Rocha foi homenageada com o prêmio Personalidade Literária, dado pelo conjunto de sua obra. 

Veja os três primeiros colocados das principais categorias do Prêmio Jabuti 2017:

– Romance
"Machado" (Companhia das Letras), de Silviano Santiago
"A tradutora" (Record), de Cristovão Tezza
"Outros cantos" (Companhia das Letras), de Maria Valéria Rezende

– Contos e crônicas
"Sul" (Editora 34), de Veronica Stigger
"Se for pra chorar que seja de alegria" (Global), de Ignácio de Loyola Brandão
"Caixa Rubem Braga – Crônicas" (Autêntica), de Rubem Braga

– Poesia
"Quase todas as noites" (7letras), de Simone Brantes
"A palavra algo" (Iluminuras), de Luci Collin
"Identidade" (Urutau), de Daniel Francoy

– Biografia
"Caio Prado Júnior: Uma biografia política" (Boitempo), de Luiz Bernardo Pericás
"Xica da Silva: A Cinderela Negra" (Record), de Ana Miranda
"Enquanto houver champanhe, há esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral" (Intrínseca), de Joaquim Ferreira dos Santos

– Histórias em Quadrinhos
"Castanha do Pará" (publicação independente), de Gidalti Oliveira Moura Júnior
"Hinário nacional" (Veneta), de Marcello Quintanilha
"Quadrinhos dos anos 10" (Companhia das Letras), de André Dahmer

– Juvenil
"Dentro de mim ninguém entra" (Berlendis & Vertechia), de José Castello
"Vozes ancestrais" (FTD Educação), de Daniel Munduruku
"O caderno da avó Clara" (Sesi-SP Editora), de Susana Ventura

– Infantil
"Drufs" (Editora Moderna ), de Eva Furnari
"Se Eu Fosse... Um bicho, uma planta ou até um objeto, minha vida seria muito diferente." (Publifolha/Selo Publifolhinha), de Luisa Massarani
"A boca da noite" (Meneghetti's Gráfica e Editora), de Cristino Wapichana

– Ciências Humanas
"A nervura do Real II" (Companhia das Letras), de Marilena Chauí
"A radiografia do golpe: Entenda como e por que você foi enganado" (Leya), de Jessé de Souza
"A tentação fascista no Brasil: Imaginário de dirigentes e militantes integralistas" (Editora da UFRGS), de Hélgio Trindade

– Reportagem e Documentário
"Petrobras: Uma história de orgulho e vergonha" (Companhia das Letras), de Roberta Paduan
"Nazistas entre nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois das guerra" (Editora Contexto), de Marcos Guterman
"O livro dos bichos" (Companhia das Letras), de Roberto Kaz

Fonte: G1 >>>

Entrevista Leandro Karnal

Programa Sala de Visita da Livraria Cultura entrevista Leandro Karnal

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Vejam como Ficaram os Grupos para Copa da Rússia 2018

Vejam como ficou a composição dos 8 grupos sorteados agora a pouco 
para a Copa do Mundo de 2018. O Brasil estreia contra a Suíça no dia
 17 de junho. Faz seu segundo jogo contra a Costa Rica no dia 22 de junho,
 e fecha a fase de grupos contra a Sérvia no dia 27 de junho.




Poesia a Qualquer Hora (300) - Carlos Drummond de Andrade

Poema que Aconteceu

Nenhum desejo neste domingo 
nenhum problema nesta vida 
o mundo parou de repente 
os homens ficaram calados 
domingo sem fim nem começo.

A mão que escreve este poema 
não sabe o que está escrevendo 
mas é possível que se soubesse 
nem ligasse.

Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Polêmica, por Artur Azevedo

A Polêmica
Artur Azevedo

O Romualdo tinha perdido, havia já dois ou três meses, o seu lugar de redator numa folha diária; estava sem ganhar vintém vivendo sabe Deus com que dificuldades, a maldizer o instante em que, levada por uma quimera da juventude, se lembrara de abraçar uma carreira tão incerta e precária como a do jornalismo.

Felizmente era solteiro, e o dono da "pensão" onde ele morava fornecia-lhe casa e comida a crédito, em atenção aos belos tempos em que nele tivera o mais pontual dos locatários.

Cansado de oferecer em pura perda os seus serviços literário a quanto jornal havia então no Rio de Janeiro, o Romualdo lembrou-se, um dia, de procurar ocupação no comércio, abandonando para sempre as suas veleidades de escritor público, os seus desejos de consideração e renome. Para isso, foi ter com um negociante rico, por nome Caldas, que tinha sido seu condiscípulo no Colégio Vitório, a quem jamais ocupara, embora ele o tratasse com muita amizade e o tuteasse, quando raras vezes se encontravam na rua.

O negociante ouviu-o, e disse-lhe:

– Tratarei mais tarde de arranjar um emprego que te sirva; por enquanto preciso da tua pena. Sim, da tua pena. Apareceste ao pintar! Foste a sopa que me caiu no mel! Quando entraste por aquela porta, estava eu a matutar, sem saber a quem me dirigisse para prestar-me o serviço que te vou pedir. Confesso que não me tinha lembrado de ti… perdoa…

– Estou às tuas ordens.

– Preciso publicar amanhã, impreterivelmente, no Jornal do Comércio,
um artigo contra o Saraiva.

– Que Saraiva?

– O da rua Direita.

– O João Fernandes Saraiva?

– Esse mesmo.

– E queres tu que seja eu quem escreva esse artigo?

– Sim. Ganharás uns cobres que não te farão mal algum.

A essa palavra "cobres", o Romualdo teve um estremeção de alegria; mas caiu em si:

– Desculpa, Caldas; bem sabes que o Saraiva é, como tu, meu amigo… como tu, foi meu companheiro de colégio…

– Quando conheceres a questão que vai ser o assunto desse artigo, não te recusarás a escrevê-lo, porque não admito que sejas mais amigo dele do que meu. Demais, nota uma coisa: não quero insultá-lo, não quero dizer nada que o fira na sua honra, quero tratá-lo com luva de pelica. Sou eu o primeiro a lastimar que uma questão de dinheiro destruísse a nossa velha amizade. Escreves o artigo?

– Mas…

– Não há mas nem meio mas! O Saraiva nunca saberá que foi escrito por ti.

– Tenho escrúpulos…

– Deixa lá os teus escrúpulos, e ouve de que se trata. Presta-me toda a atenção.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Grêmio é o Campeão da Libertadores 2017

O Grêmio ganhou de 2x1 do Lanús da Argentina e conquistou a 
Copa Libertadores da América deste ano. O time porto-alegrense 
chega ao seu 3.º título e iguala-se a Santos, São Paulo, 
River Plate-ARG, Nacional-URU e Olímpia-PAR.

{{ Tabela à partir das Oitavas de Final }}